Querido particípio, o problema, parece-me, está na falta de sintonia entre os tempos do subjuntivo: "Que eu queira, quando tu quiseres". Achas normal?


Mais ou menos, como uma almofada acabada de lavar à espera de secar, em dias de chuva. Nunca desejamos coisas fáceis.
- A minha tristeza é tão grande...
- O meu vazio é maior...
- Blá blá blá...
Pergunta e responde Miss Aargh, sabendo bem que ninguém está para a ouvir:
- Bolachas com manteiga, quem quer? Eu! Eu! Eu!
Bom fim-de-semana!
Às vezes rasgo e tenho os pés frios. Acabaram os saldos. Três nuvens, não mais!


[Beatriz Vidal]
Um dia, a Seringadora aprenderá que não lhe basta semear ramalhetes de papoila, sumos vermelhos ou potes de compota de groselha. Nessa altura, o conto ser-lhe-á fiel e o cabrão do Lobo Mau não levará a melhor. Ano Bom!

[Otsubo Kikuko]
[Lhasa de Sela, Small Song.]


[Kebbi Yann e Mhammadi Narges.]
Proverbial simpatia, a do passarinho.
[Beatriz Vidal e Early Day Miners, In These Hills.]
Dá-lhe a fome quando a tempestade desenha adágios, sobretudo, entre a hora da sesta e o amanhecer.
[? e Blood Red Shoes, It's Getting Boring By The Sea.]
Conserva-a, querida, pois quem for dona de uma chiclete rosa-salmão é dona do mundo.
[Anne Noble e Priscilla Ahn, Dream from A Good Day.]
Encerrar preguiçosamente a semana de fogo e faíscas em cima de andas, ao estilo de Buenos Aires. Amiúde: arquear o lombo e recostar o pescoço no sofá. Contemplar a beleza dos candeeiros vistos do tecto. Bom fim-de-semana!
[Goldfrapp, Happiness.]

[Beatriz Vidal e Bernardo Sasseti, Amanhã será Sexta.]
Lior, I'll Forget You.
[Carmen Segovia.]
Aqui estou eu, fartinha desta imposturice de tempo que a noite grita haver no dia! Falo do calor, claro. Porque tudo o resto é de uma aborrecível perfeição.

A semana cede ao instinto com o mais embrutecedor dos espantos. Numa mantilha de tule embuçam-se os gestos para a composição dos dias: aceitar que assim seja.


[Xavier Salomó e Rodrigo Leão, Gente Diferente.]
O sotão é a maior memória dos amores que se dão sem nada. Nos anos muito atrás e nos outros mais à frente, sobretudo no Verão, a amizade acumulou correspondência. A leitura das cartas que lhe escrevi, deixou-me de lábios esborratados e riso riscado, daquele que endurece os abdominais e cansa de exercício. Estamos na mesma. Os outros é que não.
- Mais uma chávena de chá?



[Syunsaku Hishikari e Coldplay, Viva La Vida.]




[Tiina Heiska e Kieslowski, Azul.]
E o xote das meninas preenche Setembro!
[Troshinsky e Mark Kozelek, Up To My Neck In You.]


[The Ukulele Orchestra of GB, You Dont Bring Me Flowers.]

Na verdade, no meio da fumarada, chegaram ao fim do dia arrufados, uns por perderem, outros por ganharem. Como que a marcar o fim da conversa, depois de um suspiro tão profundo que o diafragma se lhe prendeu numa costela, e à falta de melhor, comemorou a data com Red Bull, apesar dele, ensandecido, lhe ter dito que não veria a corrida. [Pablo Bernasconi]


Verão é sempre igual, tal qual uma cauda de papagaio de papel, aos safanões. Chinela Vibrant Metallic ou Slim compensada de verniz, garante aquele style Bohemian Look Chic ou Boho Chic que está in. Bip Bip, Miss Aargh!
[Parkcatia Chien e Cliff Richard, até ao meu regresso!]
[PopMat Paper Placemat e Antsy Pants, Tree Hugger.]
De complexos rituais, aprecia, sobretudo, o perfume da cor e da forma. Conserva-o na gaveta destinada, até ao dia em que lhe dá o bicho. A poeira volteia pelo ar fazendo-a espirrar e a rinite obriga-a a gélidas limpezas. Do lado de lá do muro, florescem buganvílias e damas-da-noite. Depois da crise, respirará, profundamente, espaço novo sem alergénios.
De trouxel à carranchola, pela alameda de tílias, amoreiras bravas e carvalhos alvarinho, a mesma história como no princípio. Pela estação fora, a mesma ceifa e debulha. O mesmo peso dos feijoeiros e o mesmo desabotoar das barbas de milho. E a mesma tarde de sombra e fresco, com melão maduro, ameixas, nespras e amoras. Pelas janelas e portas entreabertas, a mesma corrente de ar que parece rir baixinho, anunciando a noite. Na cozinha, o arrulho da fervura e o cheiro a lenha e a doce de tomate. Cá fora, o forno quente lança convite às carnes temperadas, enquanto a broa arrefece nas mãos postas de quem, ainda, pede a benção. - Deus te abençoe, minha filha!
[Saiman Chow, Sean Dougherty e Chad Colby, Change.]



Aquele fim de tarde, confesso, custou engolir: - Já reparei que receia grandes compromissos, disse-me. Só os olhos, engastados em pele de galinha, responderam. Em dia de promessas, a minha vida, revista e corrigida, distingue bem a brincadeira de uma coisa séria. Por isso mesmo, um compromisso é um embaraço, como é um gato no meio de uma matilha de cães. [Carmen Segovia e Brandi Carlile, The Story.]
Findas trinta e quatro contas, aplausos, se é caminho. Verdade, verdadinha, na mesma como a lesma, também, não é mau de todo. [Eva Armisén e The Cure, In Between Days.]
Porque há quem não se habitue ao adeus, enquanto a memória, apertada, servir.*
Modelito concluído, graças a minha mending machine Magic Tailor, da Singer, claro! One day you're in... next day you're out! [Valeria Cissewing e Toquinho, Este Seu Olhar.]