The Neverending Story


Tiro à parede na era MS-DOS. Hoje, só uma metralhadora, para dar cabo das bolhas do papel de parede.

Só o pobre compra frisos de madeira por pintar e com os restos faz as suas próprias buchas.

Quando se tem qualquer coisa pronta, o que falta dá cabo dela.

Nunca se prega um quadro à primeira, ou à segunda, ou à terceira...

Por muitos parafusos que se tenha, nunca se tem os que são precisos.

Nunca sabemos onde está, o material que precisamos. 

Se a tinta casca de ovo se pudesse mandar às trombas que quem a vendeu...

Depois de um trabalho prioritário, aparece outro.

Quando há pressa, tem de se deixar secar.

Quando se deixa a secar, a gata estraga.

O Blak&Decher Profissional é o nosso melhor amigo.

Às vezes, pensamos em usá-lo na gata. 

Sempre que temos as mãos sujas, o telefone toca e é sempre de outra rede.

Quem tem obras em casa não perde um Querido Mudei a Casa. Só ensinam a colar papel de parede, depois de termos feito asneira. 

O estupor do estofador nunca mais deu à costa. Aprendo a calar-me, nestas, noutras, não vá eu suspensa por ferir a susceptibilidade da besta.

Por muito barulho que façamos, nunca é maior do que o do vizinho de cima.

Madeira! Maciça! O meu mestre de obras é exigente.

Nunca mais chega o momento das mariquices... - Aqui, ou aqui?

 

Tudo isto faria sentido se abrisse a janela da sala e visse a Guerra Junqueiro, ou andasse por casa sem ver patinhas de gata Maia marcadas por todo o lado.

publicado por Capa Rota às 17:50 | comentar