1º Aniversário da Quinta


Nunca coleccionei nada que não fosse verdadeiramente estúpido. Fotografias de sapatos de cerimónia, autocolantes da fruta, acessórios pirosos, quem me conhece, sabe. A última, no tempo em que desciamos a Av. de Roma, de walkie talkies nos ouvidos, foi um relicário de  provérbios e frases comuns, verdadeiramente estúpidas. Mas nunca se pode perder muito tempo no mesmo tema. Depois, dizem, fiquei deprimida. Descobri, então, que a blogosfera [ainda me rio quando digo esta palavra] era o local ideal para gente deprimida ou de pretensões fracassadas. Ainda, hoje, me pergunto para que serve um blog, reivindicando uma indemnização pelo tempo perdido, sempre que pretendo uma pesquisa séria e rápida. No fundo, no fundo, para nada. Posso dizer que gosto de meias palavras e não frases. Gosto do anonimato. Da multi-personalidade. De coisas bonitas, de ler os amigos, blá, blá, blá. Acima de tudo,  prezo a colecção do disparate e torpor com relativa elegância e erudição. Quando não encontro o que quero, revejo "As Tardes da Júlia" e sinto-me feliz.

 

Prenda do Cheirinho

e a minha inocente escolha musical do dia!

publicado por Capa Rota às 14:52 | comentar