(coisas de menina, amores de Verão, je ne sais pas quoi dire)

 

A distorção da luz solar pela atmosfera aparenta ser maior no horizonte, uma ilusão de óptica similar à presença de um Joe Dassin a meio de uma travessa de ameijoas-à-bulhão-pato de acento agudo, no Barbas. Não há lugar a discrição ou sensatez quando se encontra um amor assim e só faz falta o mausoléu de conchinhas do edifício original para um enquadramento perfeito. De todos os namorados, este é o melhor (camisinha de cor aos quadrados enfiados no calção às risquinhas, meiinha aos losangos, cabelo scotch-brite compridinho atrás mas sem patilhas, ténis com atacador preso no calcanhar, acompanhado pela mãezinha).

A atmosfera responde de diversas formas à exposição da luz solar e esta versão de amor em patchwork regista o pôr-do-sol mais parecido com as cores de um Verão Indiano, na Costa da Caparica.

 

On ira ou tu voudras quand tu voudras...

Ba Ba Ba
Ba Ba Ba Ba Ba Ba Ba Ba...

 

[Joe Dassin, L'Ete Indien.]

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publicado por Capa Rota às 22:14 | comentar