(coisas de menina, na estação)

Va-voom!...Assim mesmo, em direcção ao silvedo, enquanto fugia do Lérias, o cão que ladra mas não morde se não te apanhar. Aaaaaaaaaah... O Catrapum! deu-se segundos depois da premonição. Resultado: a bicla empanada e o Lérias a abocanhar a perna da miúda que soluçava, mais por deixar cair o sonho de endireitar o mundo do que pela esfoladela. A exigência da prova dependera da natureza do querido e, desde cedo, fora dada a provas como forma de garantir a concretização dos seus desejos. Como daquela vez que deu dez rodas seguidas sem parar e, por isso, não teve nega a matemática. Desejos de maior exigiriam provas mais complexas, como a de vencer o Lérias, o terror da casa dos Mata Bicho. Apesar das provas não superadas, não lhe venham com lições de moral, que a coisa teve os seus resultados. Hoje em dia, Lérias (que Deus o tenha), é prova de meninos. Certo é que continua sem saber precisar a origem das suas dificuldades e a obrigar-se a provas disparatadas. Fala de provas de fé... isso, de fé. E depois? Que mal não fará. 

publicado por Capa Rota às 20:21 | comentar