A Peixeira da Violante


 

 

À chuva. Ao sol. Todas as manhãs. Entre a Violante e a Av. da Igreja, a vendedora de peixe ambulante, peixeira, varina, sardinheira. Discreta, sem canastra, folclore, voz cantada. Rodeada por gatos e donas de casa fiéis à raiz deste saudoso símbolo urbano, resiste e garante o melhor carapau. Sobrolho carregado pelo medo da clandestinidade e das gaiatas parvas que a cruzam à risada.  À chuva. Ao sol. Todas as manhãs.

 

publicado por Capa Rota às 20:16 | comentar